Através da reportagem "Pulseira do Sexo" acima vai
um alerta para estarmos atentos para o que está
acontecendo na sociedade ao nosso redor e năo
descuidar de orar para que Deus proteja nossos
filhos e as demais crianças dessa prática suja e
demôniaca. Divulguem para os familiares e amigos,
pois pode ser que alguns até inocentemente estăo
participando desse "jogo".
"E se o meu povo, que se chama
pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha
face e se converter dos seus maus caminhos, entăo eu
ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e
sararei a sua terra" (2ş Crônicas 7.14).
Deus os abençoe, o amigo Pr. Silvio Coelho.
“Pulseira do sexo” alarma escolas
Crianças e adolescentes
usam adereço com conotaçăo sexual. Colégios
estăo orientando os pais
Daniela Neves e Aline Peres
Um modismo
inocente apenas ŕ primeira vista se
espalhou em escolas do ensino
fundamental de Curitiba e está fazendo
com que direçőes de colégios tomem
atitudes de orientaçăo. Săo as pulseiras
finas, coloridas e de silicone, que
começaram a aparecer nos braços de
pré-adolescentes e adolescentes de duas
semanas para cá.
Diferentemente das pulseiras da campanha
contra o câncer, promovida pelo ciclista
Lance Armstrong e que viraram fenômeno
mundial há cinco anos, os novos adereços
fazem parte de um jogo de conotaçăo
sexual. Cada cor representa um ato
afetivo, ou sexual, que vai desde um
abraço a relaçőes sexuais completas. Em
teoria, a pessoa que teve a pulseira
arrebentada precisa cumprir o que
comanda a cor.
O jogo
teve início na Inglaterra, conhecido
como Snap e as pulseiras naquele país
săo chamadas de “shag bands” (“pulseiras
do sexo”, em traduçăo livre).
Em Curitiba,
a novidade é facilmente encontrada em
banquinhas de camelôs. Cada conjunto com
20 pulseiras custa R$ 2,50 em média.
Elas săo chamadas pelos vendedores de
“pulseira da malhaçăo”. O nome pode ser
referęncia ŕ gíria para beijo, ou ŕ
novela dirigida para o público
adolescente que faz sucesso com a
garotada. Mas também săo conhecidas como
“pulseira do sexo” e “pulseira da
amizade”.
Novidade
Pais de outras
capitais de estado já haviam percebido a
moda, como em Săo Paulo e em Vitória, no
Espírito Santo. Nas escolas de Curitiba,
a pulseira começou a aparecer há dez
dias, de acordo com as direçőes de
colégios, nos braços de estudantes a
partir de 10 anos de idade até de
adolescentes de 15 anos.
Mesmo que
todas as regras do jogo năo estejam
sendo cumpridas pelos pré-adolescentes,
algumas direçőes estăo tentando acabar
com a prática. Nas escolas do grupo Bom
Jesus, orientadores educacionais estăo
passando de sala em sala para conversar
com os alunos e pedindo que năo usem
mais o adereço. O Colégio Marista
Paranaense tomou medida semelhante e a
direçăo prepara uma carta aos pais
explicando o real significado do
inocente adorno, que deverá ser entregue
por e-mail, na próxima semana. “Se
alguém tiver de proibir, tem de ser os
pais”, lembra o diretor-geral, Valentin
Fernandes. Enquanto isso, os professores
orientam os poucos alunos que foram
vistos usando as pulseiras
A diretora
da escola particular Unika, localizada
no Novo Mundo, Solange Fortunatto Unika,
conta que lá o caso das pulseiras
coloridas foi resolvido de forma rápida.
Há pouco mais de dez dias, tăo logo
percebeu o real significado da
bijuteria, resolveu reunir os poucos
alunos que já tinham aparecido na escola
e explicar a conotaçăo do uso. “A grande
maioria nem sabia o que significavam as
cores. Assim que souberam, tiraram sem
problemas. Na realidade, os alunos da
4.Ş série, por exemplo, nem sabiam da
proposta do jogo”, comenta.
Diálogo
antes de proibiçăo
A psicóloga
Fernanda Gorosito, da clínica Criança em
Foco, diz que os pais năo devem agir de
forma apressada se perceberem que seus
filhos compraram ou ganharam as
pulseiras. “A proibiçăo vai causar maior
curiosidade.
Para as
crianças, năo passa de uma brincadeira,
elas năo entendem a conotaçăo do ato. Os
pais precisam conversar para explicar
que isso pode ser um ato de desrespeito
com o próprio corpo”, diz a psicóloga.
Ela explica que a partir dos 8 anos as
crianças começam a diferenciar o
masculino do feminino e a mostrar
sentimento pelos colegas. Por isso
alguns chamam um amigo de namorado, ou
namorada, sem sequer trocar um beijo. “O
namoro nessa idade consiste em tomar o
lanche juntos, por exemplo. Eles estăo
desenvolvendo o gostar, o diferenciar os
sexos. Mas ainda năo tęm noçăo do que é
desejo sexual, o que văo desenvolver
somente na adolescęncia”, diz a
psicóloga. Ela reafirma, no entanto, que
mesmo para adolescentes essa orientaçăo
sobre respeito ao corpo deve partir dos
pais, que com calma precisam estabelecer
os limites, determinado com diálogo.
Antes de e-mail, acessório era
inocente
Para quatro adolescentes de
13, 15 e 16 anos, as
pulseiras coloridas năo
significavam nada mais do
que um adereço bonito e na
moda. Isso até ontem. Ao
saberem da mensagem que elas
passam. Amanda, 15 anos,
aluna de uma escola
particular da regiăo, ganhou
as pulseiras da irmă mais
velha há dois anos. Com os
braços cheios de pulseiras
coloridas, a adolescente
conta que soube da notícia
por um e-mail, na semana
passada, mas já tinha tirado
as pulseiras antes. “Só
porque virou moda. Mas ao
saber do jogo năo usaria
mesmo, porque năo é
correto”. Na escola onde
estuda, os alunos do ensino
fundamental foram proibidos.