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Mordomia Cristã
O desenvolvimento da Igreja do senhor Jesus Cristo neste
mundo depende muito da responsabilidade assumida pelos
servos em cuidar, trabalhar e contribuir para com este
maior projeto de todos os tempos que é o reino de Deus.
O senhor confiou talentos a todos nós. São dons
caríssimos para ele que espera venhamos aumentá-los.
Chamamos de MORDOMIA a administração dos negócios que
nos foram confiados e, portanto implica numa prestação
de contas futuramente. A nossa área de responsabilidade
é abrangente. Começa pela vida pessoal, tais como: O
corpo, a mente, o tempo e o dinheiro. Na parte
espiritual, a nossa mordomia trata da oração, do
evangelismo, dos dons espirituais, do dízimo, das
ofertas, etc.
Jesus de Nazaré ensinou mordomia. Ele utilizou termos:
"mordomos", "mordomia", "administrar", muitas vezes em
seus ensinos com o propósito de enfatizar o privilégio e
a responsabilidade do homem em relação para com Deus. Em
suas parábolas, Ele utilizou com freqüência a idéia de
mordomo para descrever a relação entre Criador e a sua
criação.
Para que melhor possamos entender o significado dessa
função, vamos conhecer mais Elizeu, servo de Abraão (Gn
24.2), o homem que recebeu a difícil missão de buscar
uma esposa para o filho do seu senhor, Isaque. Sabemos,
porém, que ele desincumbiu-se desta tarefa com grande
sabedoria, de modo a alegrar o coração do senhor. José e
outro exemplo descrito em Gn 39.4-6.
As palavras: Despenseiros e administradores, estão bem
relacionadas com a palavra mordomo ( I Co 4.1,2; 9.17).
CONCEITOS DE MORDOMIA
O mundo do comércio e da indústria emprega largamente os
princípios administrativos que são encontrados na
Bíblia. Todos os que trabalham fora de casa tem ao menos
um ligeiro conhecimento deles e do seu funcionamento. Há
três agentes no processo administrativo: O dono ou o
proprietário; o administrador ou gerente; e os bens - os
negócios, os produtos, os serviços. Há três áreas de
relacionamento entre o proprietário e os seus bens, o
relacionamento entre o dono e o seu administrador ( um
relacionamento mútuo ) e o relacionamento entre o
administrador e os bens do proprietário. Podemos assim
visualizar estes relacionamentos:
O PROPRIETÁRIO
Deus é o criador e sustentador do Universo. Lemos em Sl
24.1: " Do Senhor é a Terra e a sua plenitude; o mundo e
os que nele habitam". Ele tem um plano-mestre para Sua
criação que ainda está para ser revelado em sua
totalidade. Lemos em Rm 8.19-21: "Porque a criação
aguarda com ardente expectativa a revelação dos filhos
de Deus... na esperança de que também a própria criação
há de ser liberta do cativeiro da corrupção para a
liberdade da glória dos filhos de Deus".
Deus colocou o homem neste mundo para tomar conta de
toda a Sua criação (Gn 1.26) Deus criou o homem para ser
o administrador hábil, responsável diante dEle por essa
administração. Criou-o também com a capacidade de
desfrutar comunhão com Ele. Ao ler Gn 3.8, entendemos
que era costume o homem e Deus viverem em comunhão no
Jardim do Éden.
O homem foi criado com propósito de preencher uma lacuna
na criação de Deus: O homem seria um servo de Deus com
capacidade intelectual, emocional, física e espiritual
para, conforme a sua própria vontade, escolher, adorar,
amar e servir a Deus (Dt 10.12)
O ADMINISTRADOR
O homem é o administrador responsável do que é e tem e
do que pode chegar a ser ou ter. Ao homem, pois cabe um
relacionamento administrativo duplo. Primeiro, com seu
Deus e em segundo, com o mundo criado por Deus, isto é,
com os bens que a Deus pertencem e que ele administra. O
relacionamento com o mundo criado por este mesmo Deus.
Este homem, esta mulher, esta família, entende que o
mordomo que agrada ao seu Mestre e o mordomo fiel. Aos
evangélicos, isto demanda reconhecimento de que a vida é
importante e o que possuímos deve ser usado de forma
sabia.
CREDENCIAIS DOS MORDOMOS
Deus nos tem feito mordomos de Sua casa. Assim,
deveremos preencher as credenciais exigidas, que são
CAPACIDADE
O crente deve procurar enriquecer sua vida com a
plenitude do Espírito Santo, que produzira frutos
espirituais, e assim alcançarmos a capacidade que Deus
requer de nós para o desenvolvimento de Sua obra
RESPONSABILIDADE
Pode-se ter a capacidade e, no entanto, revelar-se
displicente ao executá-la. O cristão responsável não se
esconde nas horas difíceis e complicadas, ao contrario,
procura os lugares de maior ação, onde está a luta mais
acesa.
FIDELIDADE
"O que se requer dos despenseiros é que cada um seja
achado fiel". O mordomo do Senhor e fiel na sua
administração correspondendo a confiança nele
depositada. Se o preço da fidelidade é alto, de alto
valor também será o prêmio. O Senhor diz: "Se fiel até a
morte e dar-te-ei a coroa da vida" (Ap 2.10).
PRIVILÉGIOS DOS MORDOMOS
São grandes os privilégios dos mordomos, tais como:
CONFIANÇA DE DEUS
Ele confiou a Moisés a tarefa de libertar o povo do
Egito e conduzi-lo à terra de Canaã. A Davi, para
reinar sobre o Seu povo. Imaginem que fomos
transformados pela graça do Senhor e agora somos
pessoas de Sua confiança.
SER USADO COMO INSTRUMENTO DIVINO
Outrora servos do mal, e agora servimos ao Senhor,
realizando obras do poder (Jo 14.12) divino,
testemunhando (At 1.8) e trabalhando na edificação
do Reino de Deus.
OPORTUNIDADES PARA ADQUIRIMOS GALARDÕES
O mordomo que for fiel e desenvolver com sabedoria
os talentos que Deus lhe tem confiado, por certo
recebera a sua devida recompensa (Mt 25.14-29).
A MORDOMIA CRISTA EXIGE PRESTAÇÃO DE CONTAS
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Em Lucas 16.2 Deus pede: "da conta da tua mordomia".
Este será o dia do ajuste de contas. Todos os salvos
hão de comparecer diante de Cristo para que sejam
julgadas suas obras como esta escrito em 2 Co 5.10;
Lc 12.48. Portanto antes de pedirmos mais, devemos
buscar em Deus sabedoria e esforçarmos ao máximo
para administrar bem o que já temos.
A EXTENSÃO DA NOSSA MORDOMIA:
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O corpo: O nosso corpo é templo do Espirito
Santo e o mesmo deve ser conservado santo e
agradável a Deus. (I Co 6.18-20) Somos também vasos
de barro (2 Tm 2.20-21). Isto mostra a fragilidade
do nosso corpo, como também a sua importância na
obra de Deus.
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A mente: O intelecto é a faculdade da alma
que capacita o ser humano a pensar, raciocinar,
decidir, julgar e reconhecer. Diretamente ligadas
ao intelecto estão a imaginação, a memória e a razão.
Estas faculdades precisam ser administradas com zelo
e temor de Deus, caso contrario torna-se agência de
satanás contra o reino de Deus. A nossa mente e um
território que o diabo procura dominar a fim de
corromper todo o corpo. O cristão deve saber que a
sua mente sob o governo de Deus dará segurança e
gozo. Deus atua sobre a nossa mente através da ação
do Espirito Santo, (Jo 16.13-15). É através da
leitura diária da Bíblia e da oração que o Espírito
Santo age, limpando nossa mente.
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Oportunidades. O Senhor está sempre nos dando
oportunidades para testemunharmos de Cristo,
crescermos espiritualmente, etc. É preciso que
tenhamos visão espiritual para que vejamos, mesmo
nas coisas pequenas da vida, oportunidades para o
desenvolvimento dos talentos que Deus nos tem
confiado.
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Dinheiro O dinheiro está intimamente ligado
a nossa vida material, precisamos administrar bem
sua aquisição, posse e utilização correta. O
dinheiro é de vital importância para o sustento
pessoal e também para o estabelecimento, manutenção
e expansão da obra de Deus na terra. A bíblia
ensina que: "O AMOR DO DINHEIRO é a raiz de toda
espécie de males" (I Tm 6.10). Não o "Dinheiro". Não
devemos porém, colocar o dinheiro acima de todas as
outras coisas na vida, isso é mau e perigoso.
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O tempo Todos tem uma mordomia do tempo a
cumprir, sejam pobres ou ricos. Deus nos tem dado a
vida e a vida e feita de tempo. O crente deve
valorizar o seu tempo não permitindo que coisas
fúteis e indignas ocupem suas vidas. Deus é o senhor
do tempo, e a sua administração se torna para nós a
administração do tempo de Deus. (At 17.26). Planeje
bem o seu tempo.
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A vida A vida é o bem supremo, a dádiva
suprema do criador ao ser humano. O princípio
original da vida é Deus. (Jo 1.4). Uma vez concedida
a mesma passa a ser propriedade do ser humano. A
vida é mais que o alimento (Mt 6.25) é mais que
todas as riquezas que alguém possa ter (Lc 12.15).
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