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O Espírito Santo  Produzindo Frutos

Gálatas 5.16-26

 

O fruto do Espírito é o resultado da operaçăo do Espírito na vida do salvo, o qual, ligado intimamente ŕ vida de Jesus, produz em sua própria vida aquelas características preciosas da personalidade e dos sentimentos que haviam em Jesus (II Co 4.10-11; Jo 15.1-5).

 

 O que năo é fruto do Espírito

1.      Năo săo obras da carne. Obra é aquilo que nós fazemos e na qual trabalhamos; fruto é algo que nasce da árvore e que brota dela mesma. A única coisa que a árvore tem que fazer é tomar da terra seu alimento, receber a água que lhe é necessária e submeter-se a açăo do clima e do meio ambiente que a rodeia. Entăo, chegando o seu tempo, sairá o fruto. Se submetermos as nossas vidas ŕ açăo divina, haverá frutos, pois o fruto do Espírito é obra de Deus.

 

2.      Năo é a mesma coisa dos dons espirituais. Há diversidade na distribuiçăo dos dons espirituais, mas năo há distribuiçăo diferentes do fruto do Espírito. As noves diferentes virtudes do fruto devem ser manifestadas na vida do crente. Em Rm 12 e I Co 12 a palavra é “dons”, plural, mas a palavra “fruto” singular, em Gl 5.22. Isto porque o fruto é produzido como um todo pela obra do Espírito e desse modo deve aparecer na sua inteireza, na vida do crente.

 

O que é fruto do Espírito

O fruto do Espírito é um só, constituído por nove virtudes que formam tręs grupos naturais.

           

1.      Virtudes que visam aperfeiçoar a nossa relaçăo com Deus:

a)        Amor. É a mais importante de todas as virtudes, Está mencionada em primeiro lugar, porque todas as outras manifestaçőes do fruto do Espírito săo diferentes expressőes de amor. É o amor altruísta, capas de se entregar pelo objeto amado, semelhante ao amor de Cristo, que excede todo entendimento (Ef. 3.19);

b)       Gozo. Este termo significa “alegria nas cousas de Deus”, independente de qualquer circunstância, boa ou má. Este foi um dos milagres do Espírito que o próprio Paulo experimentou em At. 16.24-25;

c)        Paz. Este termo é decorrente da experięncia prometida em Rm 5.1 e traz um quadruplo benefício: 1) Paz com Deus; 2) Paz interior; 3) Paz com o próximo; 4) Paz para o próximo.

 

2.      Virtudes que visam aperfeiçoar nossa relaçăo com o próximo.

a)      Longanimidade. Esta palavra tem o sentido de firmeza, de ânimo, perseverança, etc..

b)      Benignidade. O significado real deste fruto é: suavidade, ternura, benevolęncia.

c)      Bondade. É a capacidade de ser bom pelo Espírito Santo. Esta característica pertence a Deus (Mc 10.18) mas é um dos frutos do Espírito que poderá ser produzido pelo cristăo.

 

3.      Virtudes que visam aperfeiçoar nossas relaçőes com nós mesmos.

a)      Fidelidade. Na parábola dos talentos, Jesus deixou bem claro que o mais importante năo é a quantidade de talentos que alguém tenha recebido, mas a fidelidade com que eles săo aplicados no trabalho do Senhor.

b)      Mansidăo. É o oposto da arrogância, da rebeldia e da violęncia. Jesus ensinou que os mansos herdarăo a terra (Mt 5.5).

c)      Domínio próprio. O sentido de autocontrole. É a vitória do espírito contra a carne na experięncia do crente.

 

Características do Fruto do Espírito

1.      Revela crescimento espiritual. O fruto quando surge na árvore é pequeno e leva algum tempo para que esteja pronto para ser colhido. O fruto do Espírito também năo aparece, de início, em plena maturidade na vida do crente. Ele é o resultado de um processo de  contínuo crescimento espiritual.

  

Auxilia o desempenho dos dons espirituais. Na confecçăo das vestes sacerdotais teriam que ser obedecidos os detalhes: “Nas suas bordas farás romăs azul e de púrpura, e de carmezim ao redor de suas bordas; e campainha de ouro no meio delas ao redor. Uma campainha, uma romă, outra campainha de ouro outra romă...” (Ex.28.33-34). É uma figura perfeita representando os frutos (romăs) e os dons (campainhas) do Espírito. Notemos bem: frutos primeiro, depois dons. Ordem obedecida também no Novo Testamento. Número igual também (intercalados) na nossa dispensaçăo: nove dons e nove frutos. Perfeito equilíbrio para o sacerdote se apresentar diante do Senhor com frutos e dons simbólicos. O ruído das campainhas ficaria suave e agradável com as romăs intercaladas.

 

3.      É uma exigęncia divina. “Todo ramo que, estando em mim, năo der fruto. Ele o corta; e todo o que dá fruto, limpa para que produza mais fruto ainda” (Jo 15.2). O Senhor Jesus em uma ocasiăo olhou uma figueira e foi buscar fruto, porém só encontrou folhas e sua sentença foi: “Nunca mais nasça fruto em ti” (Mt. 21.18-19). Pela leitura de Jo 15.4-6, entendemos que ninguém poderá ter uma vida frutífera se năo estiver ligado pela fé a Jesus, como a vara está ligada a videira.

  

 

Extraido: Explicando as Escrituras

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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