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UM OLHAR PROFÉTICO
SOBRE AS AGITAÇÕES NO MUNDO ÁRABE
Paulo Ricardo Barbosa de Lima

O mundo foi surpreendido pelas
recentes manifestações que se espalharam rapidamente pelo mundo
árabe, principalmente pelo Norte da África. Uma série de
protestos foi capaz de derrubar o Governo da Tunísia e pôr fim a
uma ditadura de mais de 23 anos; em poucos dias as revoltas
populares se espalharam para países como Iêmen e Argélia; e
agora até mesmo o Egito, tido como um dos Estados mais estáveis
da região está sob fortes turbulências políticas prontas a dar
cabo a uma ditadura de mais de 30 anos liderada pelo Presidente
Hosni Mubarak.
Algum tempo atrás, a população
Iraniana se levantou contra o governo fundamentalista de
Ahmadinejah pedindo reformas.
Diante disso, sem alarmismos e sem
exageros, nós cristãos nascidos de novo, devemos procurar
compreender a história à luz da Palavra de Deus. Assim
sendo, cabe-nos algumas observações pertinentes:
(...) ao ver o Egito em chamas
diante dos protestos, e a instabilidade tomando os países do
Norte africano, não pude deixar de lembrar do Evangelista
Reinhard Bonkke. O Evangelista Bonkke se tornou largamente
conhecido nesse início de século ao sonhar com 100 milhões de
Almas para Jesus em uma década, e dessa forma correr a passos
largos visando alcançar o objetivo que ele recebeu do Espírito
Santo: “A África Salva!”
Bonkke e seu ministério: Cristo
para Todas as Nações alcançou multidões extraordinárias para
Deus, e em várias de suas Cruzadas, em quatro ou cinco
dias chegou a contar 3,5 milhões de novos convertidos. O que é
isto senão o Mover do Espírito de Deus?
No entanto, ao visitar o Brasil em
2007 para as comemorações do cinqüentenário da Igreja Batista da
Lagoinha, Bonkke comentou sobre as impossibilidades que a
política desses países ao Norte da África lhe impunha. Mesmo os
países tidos como “progressistas” ofereciam certa resistência à
suas campanhas evangelísticas e assim ficava impedido de
expandir-se para todo o continente.
O Norte da África parecia resistente
a esse movimento de Salvação em massa, iniciado pelo Senhor.
Bonkke relata em um de seus livros (Evangelismo por Fogo) que
por conta do fundamentalismo islâmico e de governos atrelados ao
sistema religioso, suas Cruzadas foram “definitivamente”
impedidas de alcançar esses países.
“Definitivamente” entre aspas.
Isto porque essa dança de governos,
onda de protestos e mudanças parece atingir em cheio justamente
o Norte do Continente, os países componentes da chamada “Janela
10X40”.
Evidente que o Ministério de Bonkke
é apenas um exemplo, haja vista que há inúmeras missões
africanas oriundas das mais diversas denominações, mas este
exemplo chamou minha atenção.
O Profeta Joel
no capítulo 2, versículos 28 ao 31 nos diz que nos últimos dias
o Senhor derramará de Seu Espírito sobre toda a carne e haverá
inúmeros sinais e prodígios, e então todo aquele que invocar o
nome do Senhor será salvo (VS. 32). No capítulo 4 de Miquéias
está escrito que “nos
últimos dias acontecerá que o monte da casa do SENHOR será
estabelecido no cume dos montes, e se elevará sobre os outeiros,
e a ele afluirão os povos”,
e ainda que “Naquele dia, diz o SENHOR, congregarei a que
coxeava, e recolherei a que tinha sido expulsa, e a que eu tinha
maltratado”.
Trata-se do
Avivamento prometido.
Durante esses dias
haverá salvação, sinais e o deramar do Espírito de Deus sobre
toda carne. E essa é a esperança da Igreja para atingir o mundo
muçulmano que parece intransponível.
Claro que não estamos falando de
“catastrofismo” e nem apoiando o absurdo esquizofrênico do
ex-presidente norte-americano George W. Bush que insistia em se
auto-proclamar o “cavaleiro de Deus” através do qual o Senhor
levaria o evangelho ao mundo árabe através da espada. Isso é até
mesmo antibíblico, além de insano.
Estamos, na verdade falando é
justamente do operar de Deus, em favor da proclamação do
Evangelho a todos os povos da Terra (Rm. 8:28), porque esse é o
desejo do coração do Pai (Jo. 3:16).
Fato é que, para além de enxergarmos
essa movimentação inédita e inesperada da população desses
países, precisamos compreender que nada poderá frustrar os
planos do Senhor, e a mudança de governos, a derrubada de
regimes, e as alterações do quadro político de regiões fechadas
ao Evangelho parecem anunciar os preparativos espirituais para o
Avivamento Mundial prometido na Palavra. (Pv. 21:11).
A grande revolução tecnológica que
assistimos: a internet, as redes sociais, a televisão, os
celulares, tem invadido inclusive os países mais conservadores
em termos religiosos, e essa “invasão” tecnológica tem deixado
um rastro de integração jamais visto. Hoje, um evento pode ser
transmitido ao vivo na grande rede por meio de imagens das
câmeras de celulares, para o mundo inteiro , em questão de
segundos. Mesmo os grandes governos (como o da China) e de
países ainda mais “fechados” não conseguem impedir a propagação
de informações, que se dá num fluxo incontrolável. Onde houver
uma microcâmera lá está um potencial repórter.
A comunicação nunca fluiu tanto como
agora, e a medida em que os orientais ligados a tradições
proibitivas tomam contato com a cultura ocidental que preconiza
a idéia de “liberdade de pensamento e expressão”, as
bases dos regimes de força parecem estremecer.
Essas ferramentas tecnológicas
utilizam a “liberdade de criação, expressão, pensamento”
como código de funcionamento. O contato das novas gerações
orientais, que nascem nas metrópoles, freqüentam Shoppings
Centers, assistem shows pelo canal de vídeos da internet, e
nutrem o desejo pela globalização, mais cedo ou mais tarde os
colocarão em conflito com os valores da sociedade. Tais
“revoltas” não são mais puramente políticas, já não tratam da
instalação do comunismo, ou da queda do capitalismo, nada
disso... O que está em jogo é justamente o espaço para estes
“códigos de funcionamento das novas tecnologias”, ou seja, as
liberdades necessárias para que este novo modo de vida se
expanda.
O mundo hoje está interligado.
Nações, empresas, meios de comunicação e transporte, fontes de
abastecimento... E isso significa que aumentam as chances de
disseminação de informações para a grande maioria da humanidade.
Logo o Evangelho será pregado a todos, e então virá o fim
(Matheus 24:14).
Precisamos rever nossa mania de
olhar para o Oriente Médio e imaginar que lá está radicado um
bando de muçulmanos fundamentalistas e perigosos. Nada disso, lá
estão almas que precisam de Cristo, jovens, mulheres e crianças,
donas de casa e empresários, comerciantes e professores que
também precisam do Senhor, e que de alguma forma percebem que as
sociedades do médio Oriente tal qual estão concebidas precisam
de reformas para manter compasso com o mundo contemporâneo, ou
ficarão para trás.
Costumo dizer que a volta de
Cristo se compara a uma grávida com dores de parto (por isso
Jesus mesmo falou em princípio das dores), e quando
observamos os sinais descritos no Evangelho de Matheus: guerras,
rumores de guerras, falsos cristos, fomes, pestes, terremotos em
vários lugares e perseguição precisamos ter em mente as
contrações da mulher grávida e repararmos que as contrações
aumentam até o parto.
Se as nações mais resistentes ao
Evangelho estão se readequando, se reposicionando, me parece que
este é mais um sinal do retorno de Cristo. Em todas as
etapas, e como em um preparatório, a Terra (em sua inteireza,
por seu sistema político e ecológico) está se voltando para o
maior evento de sua existência: o Retorno do Deus
Todo-Poderoso.
Evidente que não sabemos para onde
caminha essa “revolta árabe” e quais as conseqüências práticas
que essas mudanças trarão para a visão estratégica de se pregar
o Evangelho. Mas uma coisa é certa:
Sim, meus amados irmãos e irmãs,
estamos cada dia mais próximos. Breve Ele vem! Maranata! Ora vem
Senhor Jesus! (Apocalipse 22:20).
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