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FATOS DA CRUCIFICAÇÃO DE JESUS CRISTO

1.      Jesus entrou em agonia no Jardim do Getsêmani, numa madrugada de terror,  e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra.

2.      O único evangelista que relata o fato é um médico, Lucas. E o faz com a precisão de um clínico.

3.      O suar sangue, ou hematidrose, é um fenômeno raríssimo. É produzido em condições excepcionais: para provocá-lo é necessário uma fraqueza física, acompanhada de um abatimento moral violento causado por uma profunda emoção, por um grande medo.

4.      O terror, o susto, a angústia terrível de sentir-se carregando todos os pecados dos homens devem ter esmagado Jesus. Tal tensão extrema produz o rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas sudoríparas, o sangue se mistura ao suor e se concentra sobre a pele, e então escorre por todo o corpo até a terra.

5.      Pilatos cede aos sacerdotes e então ordena a flagelação de Jesus. Os soldados despojam Jesus e o prendem pelo pulso a uma coluna do pátio. A flagelação se efetua com tiras de couro múltiplas sobre as quais são fixadas bolinhas de chumbo e de pequenos ossos.

6.      Os carrascos devem ter sido dois, um de cada lado, e de diferentes estaturas. Golpeiam com chibatadas a pele, já alterada por milhões de microscópicas hemorragias do suor de sangue.

7.      A cada golpe Jesus reage tem um sobressalto de dor.

a.      A pele se dilacera e se rompe;

b.      o sangue espirra.

c.      as forças se esvaem;

d.      um suor frio lhe impregna a fronte,

e.      a cabeça gira em uma vertigem de náusea,

f.       calafrios lhe correm ao longo das costas.

g.     Se não estivesse preso no alto pelos pulsos, cairia em uma poça de sangue.

8.      Depois vem o escárnio da coroação.

9.      Com longos espinhos, mais duros que os de acácia, os soldados entrelaçam uma espécie de capacete e o aplicam sobre a cabeça. Os espinhos penetram no couro cabeludo fazendo-o sangrar (os cirurgiões sabem o quanto sangra o couro cabeludo).

10.   Pilatos, depois de ter mostrado aquele homem dilacerado à multidão feroz, o entrega para ser crucificado. 

11.   Colocam sobre os ombros de Jesus a pesada cruz. Jesus caminha com os pés descalços pelas ruas de terreno irregular, cheias de pedregulhos. Os soldados o puxam com as cordas.

12.   O percurso, é de cerca de 600 metros. Jesus, fatigado, arrasta um pé após o outro, freqüentemente cai sobre os joelhos. E os ombros de Jesus estão cobertos de chagas.

13.   Quando ele cai por terra, a viga lhe escapa, escorrega, e lhe esfola o dorso.

 

14.   Sobre o Calvário tem início a crucificação.

15.   Os carrascos despojam o condenado, mas a sua túnica está colada nas chagas e tirá-la produz dor atroz. Quem já tirou uma atadura de gaze de uma grande ferida percebe do que se trata. O fio de tecido adere à carne viva. Cada fio de tecido adere à carne viva: ao arrancarem a túnica, se laceram as terminações nervosas postas em

16.   descoberto pelas chagas. Os carrascos dão um puxão violento. Há um risco de toda aquela dor provocar uma síncope, mas ainda não é o fim.

17.   O sangue começa a escorrer. Jesus é deitado de costas, as suas chagas se incrustam de pé e pedregulhos.

18.   Depositam-no sobre o braço horizontal da cruz. Os carrascos pegam um prego (um longo prego pontudo e quadrado), apoiam-no sobre o pulso de Jesus, com um golpe certeiro de martelo o plantam e o rebatem sobre a madeira. 

a.      Jesus deve ter contraído o rosto assustadoramente.

b.      O nervo mediano foi lesado.

c.      Pode-se imaginar aquilo que Jesus deve ter provado; uma dor lancinante, agudíssima, que se difundiu pelos dedos, e espalhou-se pelos ombros, atingindo o cérebro.

19.   A dor mais insuportável que um homem pode provar, ou seja, aquela  produzida pela lesão dos grandes troncos nervosos: provoca uma síncope e faz perder a consciência.

20.   Em Jesus não.

21.   O nervo é destruído só em parte: a lesão do tronco nervoso permanece em contato com o prego: quando o corpo for  suspenso na cruz, o nervo se esticará fortemente como uma corda de violino esticada sobre a cravelha. A cada solavanco, a cada movimento, vibrará despertando dores dilacerantes. Um suplício que durará seis horas.

22.   Pregam-lhe os pés

23.   O carrasco e seu ajudante empunham a extremidade da cruz; elevam Jesus, fazendo-a cair violentamente no burraco conseqüentemente fazendo-o tombar para trás.

24.   Os ombros de Jesus esfregam dolorosamente sobre a madeira áspera. As pontas cortantes da grande coroa de espinhos penetram o crânio.

25.   A cabeça de Jesus inclina-se para a frente, uma vez que o diâmetro da coroa o impede de apoiar-se na madeira.

26.   Cada vez que o mártir levanta a cabeça, recomeçam pontadas agudas de dor.

27.   Ao meio-dia Jesus tem sede. Não bebe desde a tarde anterior. Seu corpo é uma máscara de sangue. A boca está semi-aberta e o lábio inferior começa a pender.  A garganta, seca, lhe queima, mas ele não pode engolir. Tem sede.

a.      Tudo aquilo é uma tortura atroz. Um soldado lhe estende sobre a ponta de uma vara, uma esponja embebida em bebida ácida (tipo vinagre!!!), em uso entre os  militares.   Ele não bebe.

28.   Um estranho fenômeno se produz no corpo de Jesus.

29.   Os músculos dos braços se enrijecem em uma contração que vai se acentuando: os deltóides, os bíceps levantados, os dedos, se curvam. É como acontece a alguém ferido de tétano.

a.      A isto que os médicos chamam tetania, quando os sintomas se generalizam: 

                                         i.    os músculos do abdomen se enrijecem em ondas imóveis,

                                        ii.    em seguida aqueles entre as costelas,

                                       iii.    os do pescoço, 

                                      iv.    e os respiratórios.

30.   A respiração se faz, pouco a pouco mais curta. O ar entra muito fraco, mas não consegue mais sair. Jesus respira com o ápice dos pulmões. Tem sede de ar: como um asmático em plena crise, seu rosto pálido pouco a pouco se torna vermelho, depois se transforma num violeta purpúreo e enfim em cianítico.

31.   Jesus é envolvido pela asfixia. Os pulmões cheios de ar não podem mais esvaziar-se. A fronte está impregnada de suor, os olhos saem fora de órbita.

32.   Mas o que acontece? Lentamente com um esforço sobre-humano, Jesus toma um ponto de apoio sobre o prego dos pés.

33.   Esforça-se a pequenos golpes, se eleva aliviando a tração dos braços. Os músculos do tórax se distendem. A respiração torna-se mais ampla e profunda, os pulmões se  esvaziam e o rosto recupera a palidez inicial.

34.   Por que este esforço? Porque Jesus quer falar: " Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem"

35.   Logo em seguida o corpo começa a afrouxar-se de novo, e a asfixia recomeça. Foram transmitidas sete frases pronunciadas por ele na cruz: cada vez que quer falar, deverá elevar-se tendo como apoio o prego dos pés.   Inimaginável!

36.   Atraídas pelo sangue que ainda escorre e pelo coagulado, enxames de moscas zunem ao redor do seu corpo, mas ele não pode enxotá-las.

37.   Pouco depois o céu escurece,  o sol se esconde: de repente a temperatura diminui.

38.   Logo serão três da tarde, depois de uma tortura que dura  seis horas. Todas as suas dores, a sede, as câibras, a asfixia, o latejar dos nervos medianos, lhe arrancam um lamento: "Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes"?.  

39.   Jesus grita: Tudo está consumado!.  Em seguida num grande brado diz:

40.   " Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito."  .....E morre.

 41.   Em meu lugar e no seu !!!

 

 

 

 

 

 

 

 

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